+ Dezessete do Oito
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 This is my blogchalk: Brazil, Paraná, Maringá, N.H, Portuguese, English, Luís, Male, 16-20, cinema, literatura.
Blog Antigo
Hatwood's Blog
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Tuesday, January 18, 2005 |
Ler trama,
letra má,
letra ama,
lê tramar.
L e trama.
LETRAMA
Posted at 05:25 am by Luís Garcia
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O carro passou
enquanto nos beijávamos.
Meus olhos fechados,
sua boca torta,
seus olhos no carro o.
Posted at 04:14 am by Luís Garcia
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Eu sou uma gota de chuva
que cai no seu telhado,
escorre pelo seu beiral,
e diz olá enquanto você
olha as poças lá embaixo.
Posted at 03:59 am by Luís Garcia
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Saturday, January 15, 2005 |
O automóvel deslizava incólume pela via molhada. Nenhuma vibração. Nenhum som estranho. A perfeição lhe entreterá os nervos mais tarde quando for dormir e sentir que a ansiedade provocada por tais momentos é maior que um tranqüilizante para dormir. Uma perfeição que o impelia a acelerar cada vez mais, grudando todos os dedos no volante revestido em couro fino. A mulher ao seu lado se deixava cair e quase adormecer sem os sapatos de bico fino, repousando suas raríssimas rugas ao som de melodia conhecida, composta pelo próprio homem que dirige o carro, seu marido. Ela ainda se lembra da garrafa caída no tapete e da agitação do marido entre a folha pautada e o piano gigantesco no canto da sala e o cinzeiro instável na mesinha ao lado.
A mulher abriu de leve os olhos e pôs-se a observar os movimentos do marido que, embebido na madrugada e em roupa de gala, parecia reger sua própria música com movimentos lentos e compassados do volante. As luzes oriundas de postes, somadas à velocidade imposta pelo carro, ajudavam a marcar o ritmo da danação. Vum – vum – vum – vum – vum. Apaixonada, levantou um pouco a saia, mostrando bom pedaço das magníficas coxas morenas e tentou adivinhar alguma reação do homem ao volante. Ele mordiscava os próprios lábios, não em reação à provocação da mulher, mas porque estava tão concentrado que seria capaz de mordiscar também cada centímetro da atmosfera que o envolvia.
Então, em atitude de mulher desprezada e em leves movimentos de bailarina aposentada, levou a ponta dos dedos aos cabelos do marido. As grandes clareiras que ele possuía na fronte não impediram a mulher e seus olhos esgazeados de percorrer com os dedos tépidos toda a cabeleira do homem ao seu lado. Assim, o pianista só conseguiu esboçar reação previsível. Reação muito diferente de sua música e do seu comportamento perto de outros gênios e malucos que o rodeavam em festas como a que acabara de terminar.
Antes, tenso, à frente de tanta magnificência e perfeição, achou que nada seria capaz de lhe tirar daquele transe wagneriano. E eis que lhe surge uma Valkyria, a mais bela de todas, sua própria mulher, para lhe fazer acordar, diminuir a velocidade e deixar-se recostar, ainda com atenção na via, em seu próprio universo, que, obviamente, não deixava de ser menos maravilhoso que a rua, as luzes, o macio do volante, seu pé descendo e adentrando cada vez mais o motor, exigindo da máquina tudo o que havia para oferecer em movimentos rítmicos e lubrificados por toda a sorte de fluídos aditivos próprios para o motor, e ele ainda não parecia perceber que seu universo podia ser mesmo tudo isso.
Ao chegar em casa, o homem desceu primeiro do carro, correu para a copa e engoliu rapidamente seu remédio para dormir acompanhado de um cálice de Chianti. A mulher, que vinha desconsolada do carro, trazia os dois casacos e disse lenta e tristemente que subiria agora, pois precisava de um banho. Ele, entretido com a garrafa do vinho, disse que sim com a cabeça, sem pronunciar palavra, sem deixar que ela soubesse sua resposta.
Em silêncio, esperou que mulher tomasse banho e deitasse perplexa com o calor do próprio corpo, para subir, tirar sem cerimônias sua vestimenta de gala e vestir um pijama puído, porém muito confortável. Deitou-se com muito cuidado, imaginando que a mulher nem perceberia sua presença e virou-se para o outro lado já com os olhos cerrados.
Sozinho outra vez, pensou que amanhã, inspirado pelos acontecimentos recentes, comporia algo excitante e improvável, cheio de maneirismos e pinceladas muito distintas de estilo próprio. Quem sabe uma rapsódia sobre uma italiana que se preocupava demais com os problemas do mundo? Podia até fechar os olhos e ver a italianinha de lábios vermelhos sentar ao pé de uma parreira e sozinha chorar a fome na África.
Como a ardente italiana, sua mulher também derramava lágrimas silenciosas do outro lado do colchão.
Posted at 03:57 pm by Luís Garcia
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Wednesday, January 12, 2005 |
Como vão? Com saudades do Luís, imagino.
Trago boas notícias. Ele teve alta! Bem... a situação não mudou, mas ao menos não está no hospital... e como hospitais não são exatamente animadores, acredito que ele esteja melhor.
Pelo o que soube, não se trata de nada sério. Ao menos, a tomografia não apontou coisa alguma. Talvez seja realmente apenas uma dor muscular, o que muito estranho seria, já que devemos levar em consideração a dor que ele alega ser terrível.
Todavia, ele logo estará aqui, trazendo um novo conto ou talvez novos poemas(??) modernos para nosso deleite. Vocês tem a minha palavra.
Sem mais por enquanto.
Este foi mais um informe de utilidade pública de
Guilherme "Blues" Barros (a.k.a: O Amigo Sonetista do Luís, Mr. Blues Poet).
Salvem o Mico.
Posted at 01:45 pm by Luís Garcia
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Infelizmente, caríssima Laura, não existem informações mais precisas. As terei apenas amanhã... e ele foi internado na quinta feira.
Passei a tarde de hoje com o nosso querido escritor. Ele está de bom humor, mas reclamando das "insuportáveis dores nas costas". Vi trocarem duas vezes aquelas "bolsinhas" de soro e remédios... sem efeito algum. As dores continuaram a incomodá-lo.
Ele continua a respirar com a ajuda de seus pulmões. Os médicos dizem que isso é um bom sinal.
Eu o vi, também, se levantando para ir até o banheiro se banhar... juro que foi uma visão triste. Ele estava muito curvado e andava com dificuldade, mas andava. Ele diz que quer sair daquele hospital amanhã, contudo não acredito que seja possível... o médico trará, também amanhã, o resultado da tomografia à qual ele foi submetido.
De qualquer forma, contrabandiei uma barra de chocolate para ele (Só depois fui descobrir que poderia trazer de qualquer forma, que não era necessário esconder entre as páginas de Lucíola). Acredito que isso aliviou, ao menos, o sofrimento de estar preso àquela cama.
Mas está tudo bem... ele está lúcido e com apetite.
Este foi mais um informativo de utilidade pública, por
Guilherme "Blues" Barros, (a.k.a Mister Blues Poet)
Posted at 06:52 pm by Luís Garcia
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Saturday, January 08, 2005 |
Tudo bem, não se preocupem! O nosso querido Hatwood ainda está vivo. Ainda, ao menos... está internado na Santa Casa de Misericórdia, de Maringá, quarto 106. Se quiserem ter maiores informações, podem entrar em contato pelo telefone (44) 3027-5633.
Não sabemos o que ele tem, ainda. O sintoma principal é uma dor insuportável na coluna, que não passa, sem importar a quantidade de remédios que lhe sejam ministrados. Contudo ele permanece vivo e consciente. Amanhã irei visitá-lo e pretendo trazer mais notícias sobre seu estado. Ademais, não há motivo para preocupação, ele mesmo o disse.
Esse foi um informativo de utilidade pública, por
Mister Blues Poet.
Posted at 09:03 pm by Luís Garcia
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Tuesday, January 04, 2005 |
Eu sou
Tu mentes
Ele finge
Nós odiamos
Vós brincais
Eles olham e são felizes.
Posted at 01:41 pm by Luís Garcia
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Sunday, December 26, 2004 |
Odeio
quando o cigarro se apaga sozinho.
Dá uma sensação
de tesão mal-morrido
que eu não suporto.
A tragada não vem.
O beijo não sai,
o excremento não cheira.
Posted at 01:56 am by Luís Garcia
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Saturday, December 25, 2004 |
Isso
amarelo
na
minha (vida?)
farofa
é milho?
Posted at 02:55 pm by Luís Garcia
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